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Câmara adia votação do novo teto do MEI para depois do recesso
A atualização do teto de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual) vai demorar um pouco mais para ser votada. O relator da proposta na Câmara, deputado Jorge Goetten, confirmou que o governo pediu um prazo de um mês para apresentar estudos técnicos sobre os impactos da mudança em todo o Simples Nacional — não só no MEI. A equipe econômica ainda resiste ao tema, e por isso a votação em plenário só deve acontecer depois do recesso parlamentar. O que muda, na prática, se a proposta passar O texto (PLP 108/21) corrige pelo IPCA (acumulado de 2012 a 2026) os limites de faturamento de todas as faixas do Simples Nacional: Categoria Limite atual Novo limite proposto MEI R$ 81 mil R$ 134 mil MEI caminhoneiro R$ 251 mil R$ 321 mil Microempresa (ME) R$ 360 mil R$ 800 mil Empresa de Pequeno Porte (EPP) R$ 4,8 milhões R$ 8 milhões Para o teto específico do MEI, o relator pretende seguir a mesma proposta de correção escalonada enviada pelo governo: R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028 . O texto também deve permitir que o MEI contrate até dois funcionários. Sublimite do ICMS/ISS continua em R$ 3,6 milhões Aqui vai um ponto importante pra quem já fatura perto desse valor: o relator decidiu não mexer no sublimite de R$ 3,6 milhões usado para o recolhimento de ICMS e ISS. Essa decisão foi tomada para evitar resistência de estados e municípios, que temem perder arrecadação. Como fica hoje: se a empresa passa dos R$ 3,6 milhões mas continua abaixo do limite geral do Simples (R$ 4,8 milhões, que passaria a R$ 8 milhões), ela continua no Simples Nacional , só que passa a recolher ICMS e ISS fora do regime simplificado, seguindo as regras normais desses impostos. A novidade é que o relatório deve tornar esse sublimite facultativo — ou seja, cada estado decide se adota o valor de R$ 3,6 milhões ou não, preservando a arrecadação local e evitando entraves jurídicos. Combate à inadimplência: prazo pra exclusão do MEI cai de 12 para 3 meses Outra mudança prevista é a redução do prazo para exclusão do MEI por falta de pagamento: hoje são 12 meses de atraso para a exclusão automática; a proposta reduz esse prazo para 3 meses . A ideia é conter o endividamento crescente dentro do programa. Mecanismo de correção automática O relatório também deve criar uma regra de atualização automática das faixas do Simples Nacional, pra evitar que o reajuste dependa sempre de uma nova negociação política — como está acontecendo agora. Próximos passos Como o texto original veio do Senado e será alterado para incluir essas mudanças no Simples Nacional, depois de aprovado na Câmara ele precisa voltar para nova votação no Senado antes de seguir para sanção presidencial. O relator está otimista e acredita que, havendo acordo com a equipe econômica, o texto pode ser aprovado por unanimidade, dado o apoio do setor produtivo.

Cresce o interesse de empresas brasileiras por fábricas no Paraguai
Depois de nomes como Lupo e Döhler, mais empresas brasileiras estão de olho na possibilidade de abrir operação industrial no Paraguai. O principal atrativo é o Regime de Maquila : um imposto único de apenas 1% sobre o valor agregado localmente, isenção de imposto na importação de máquinas e matérias-primas, e lucros/dividendos que podem ser remetidos sem taxação. Além disso, o custo da mão de obra no Paraguai chega a ser até 30% mais baixo que no Brasil — segundo o Grupo Wyda, que já opera no país, a diferença pode chegar a 50%. Comparando a carga tributária (Mercosul): Paraguai Brasil Uruguai Argentina Imposto sobre valor agregado 10% 17% 22% 21% Renda pessoa jurídica 10% 34% 25% 35% Segundo a consultoria M360, 363 empresas operam sob o Regime de Maquila desde 2000, e o Brasil responde por 70% delas (254 empresas). A consultoria já assessorou cerca de 40 empresas brasileiras de médio porte nesse processo — mas agora, afirma, grandes grupos também começaram a avaliar o movimento, como Lupo (investiu R$ 30 milhões em planta de meias em 2025) e Döhler (vai abrir sua primeira fábrica fora do Brasil, no Paraguai). Outras marcas conhecidas, como Cacau Show, Bauducco e Ajinomoto, já buscaram informações, mas dizem não ter planos concretos no momento. Nem todo negócio se encaixa. Especialistas alertam que o movimento não serve para qualquer empresa — setores com logística mais sensível (como produtos perecíveis) podem inviabilizar a operação pelos custos de transporte refrigerado. Também há um fator concorrente: a própria Reforma Tributária brasileira, ao passar a cobrar o imposto onde ocorre o consumo (e não na sede da empresa), tende a reduzir esse tipo de vantagem baseada só em localização.

Simples Nacional na Reforma Tributária - entenda o regime híbrido e o prazo que você não pode perder
Está chegando um momento importante para quem é optante do Simples Nacional: a decisão sobre aderir ou não ao chamado regime híbrido , uma das novidades trazidas pela Reforma Tributária. Se você tem empresa no Simples, essa escolha pode impactar diretamente quanto você paga de imposto — e tem prazo para ser feita. Entenda como funciona. O que é o regime híbrido? Hoje, quem está no Simples Nacional paga todos os seus tributos de forma unificada, num guia só (o DAS). Com a Reforma, isso muda: a empresa passa a ter duas opções de como recolher seus impostos. Opção 1 — Continuar 100% no Simples (forma unificada) Todos os tributos seguem sendo recolhidos juntos, dentro do regime simplificado: IPI, IBS, CBS, IRPJ, CSLL e CPP. Opção 2 — Regime híbrido A empresa passa a recolher IBS e CBS separadamente , pelo regime regular (ou seja, "por fora" do DAS, como se fosse uma empresa do Lucro Presumido/Real nesses dois tributos). Os demais impostos — IPI, IRPJ, CSLL e CPP — continuam sendo pagos normalmente dentro do Simples Nacional. Na prática: é um modelo misto, onde parte da carga tributária sai do "pacote único" do Simples e passa a seguir as regras do regime regular. Empresas que estão começando agora: se a empresa está no início de atividade, a opção já vale a partir da data de abertura, seguindo prazo e condições que serão definidos pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). Por que uma empresa optaria pelo regime híbrido? O IBS e a CBS funcionam com o sistema de não cumulatividade — ou seja, a empresa pode aproveitar créditos tributários sobre o que compra (insumos, mercadorias, serviços) para abater o imposto a pagar. Dentro do Simples, esse aproveitamento de crédito é bem mais limitado. Por isso, empresas que compram muito de fornecedores que também geram crédito — ou que vendem principalmente para outras empresas (B2B) — podem, dependendo do caso, sair ganhando ao optar pelo regime híbrido. Já para negócios voltados ao consumidor final, com pouca geração de crédito, o modelo unificado tende a continuar sendo mais simples e vantajoso. Essa é uma conta que precisa ser feita caso a caso, com o seu contador. Qual é o prazo para decidir? Aqui está o ponto mais importante: a opção pelo regime híbrido (recolhimento do IBS e CBS "por fora") é feita por semestre e, uma vez escolhida, não pode ser alterada dentro daquele período. Os prazos são: Prazo para fazer a opção Vale para o período de Até setembro Janeiro a junho do ano seguinte Até março Julho a dezembro do mesmo ano Atenção redobrada para 2027 Existe uma regra de transição importante: para valer já em 2027, a empresa precisa fazer a opção pelo regime híbrido até setembro de 2026 — mesmo que ela já tenha optado pelo Simples Nacional em janeiro de 2026. Ou seja, são duas decisões diferentes, em momentos diferentes: uma é optar pelo Simples, outra é optar (ou não) pelo regime híbrido dentro dele. Quem perder o prazo de setembro de 2026 fica automaticamente no modelo unificado até a próxima janela de opção. O que fazer agora Se sua empresa é optante do Simples Nacional, vale já conversar com seu contador para simular os dois cenários — unificado x híbrido — considerando o perfil de compras e vendas do seu negócio. Como o prazo de setembro de 2026 é decisivo para todo o ano de 2027, quanto antes essa análise for feita, mais tempo você tem para decidir com segurança.

Confiança dos pequenos empresários sobe em junho, puxada por Comércio e Serviços
A confiança dos donos de micro e pequenas empresas aumentou em junho na comparação com maio. É o que mostra o Índice de Confiança dos Micro e Pequenos Empresários (IC-MPE), pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador chegou a 87,3 pontos, um avanço de 0,6 ponto. O que é esse índice e por que ele importa O IC-MPE funciona como um termômetro: mede o quanto os donos de pequenos negócios acreditam na própria empresa e na economia como um todo. Não é só uma opinião solta — esse tipo de indicador costuma antecipar movimentos reais, como decisão de contratar, investir em equipamento, ampliar estoque ou segurar o pé no freio. Quando a confiança sobe de forma consistente, é sinal de que o empresário tende a se sentir mais seguro para tomar decisões de crescimento. Os dois lados da confiança: hoje e amanhã O índice é formado por duas partes, e as duas subiram em junho: Situação Atual (como está o negócio agora): foi de 89,6 para 90,2 pontos. Expectativas (como o empresário enxerga o futuro próximo): foi de 84,2 para 84,8 pontos. Ou seja: a melhora não veio só da percepção do presente — o empresário também está um pouco mais otimista com o que vem pela frente nos próximos meses. Quem puxou a alta O IC-MPE combina os três principais setores da economia: Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. Em junho, quem impulsionou o resultado foram: Serviços : alta de 2,5 pontos Comércio : alta de 1,8 ponto Esses dois setores concentram boa parte das micro e pequenas empresas no Brasil — de salões de beleza e escritórios de contabilidade a lojas de bairro e prestadores de serviço em geral. Por isso, quando eles melhoram, o efeito no índice geral é forte. O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, comemorou o resultado: "As micro e pequenas têm dado uma contribuição decisiva e estratégica para o fortalecimento do país, com a geração de novos empregos e a distribuição de renda. O crescimento da confiança desses empresários nos faz crer na expansão da própria economia ao longo dos próximos meses." E na sua região? O otimismo não foi igual em todo o país: Norte e Centro-Oeste : lideraram a melhora, com alta de 2 pontos (chegando a 89,4 pontos) Sudeste : alta de 1,4 ponto Nordeste : alta de 0,5 ponto Regiões com forte presença do agronegócio e crescimento populacional, como Norte e Centro-Oeste, costumam puxar esse tipo de indicador quando o cenário rural também está favorável — o que ajuda a explicar o destaque dessas áreas no mês. O que isso significa pro seu negócio Se você é dono de micro ou pequena empresa, esse é um bom momento para revisar planos que estavam parados: uma contratação, um investimento em equipamento, uma expansão. Não significa agir por impulso, mas o cenário geral de confiança está mais favorável — e vale conversar com seu contador antes de qualquer decisão maior, para alinhar isso com o fluxo de caixa e o planejamento tributário da empresa.

Duplicatas escriturais e novo ecossistema digital de recebíveis comerciais
O Banco Central deu início, em 30 de junho de 2023, à fase operacional do ecossistema de duplicatas escriturais, uma nova infraestrutura digital voltada ao registro, controle e negociação de recebíveis comerciais. A medida marca uma etapa importante para empresas que utilizam duplicatas como instrumento de crédito, antecipação de recebíveis ou garantia em operações financeiras. Na prática, a duplicata escritural é a versão eletrônica da duplicata tradicional — título usado em operações comerciais para representar valores a receber pela venda de mercadorias ou prestação de serviços. Com o novo modelo, esses títulos passam a ser registrados em ambiente digital, com mais padronização, rastreabilidade e segurança jurídica. Segundo o Banco Central, o lançamento inaugura um novo patamar de confiança, transparência e eficiência nas operações com recebíveis comerciais. A autoridade monetária destacou que o projeto foi construído com participação do Legislativo, do Governo Federal, do Conselho Monetário Nacional, do próprio Banco Central, do setor produtivo e de participantes do mercado financeiro. A base legal do novo modelo está na Lei nº 13.775/2018, citada pelo Banco Central como marco da agenda das duplicatas escriturais. O objetivo é substituir gradualmente práticas baseadas em documentos físicos ou controles pouco integrados por registros eletrônicos padronizados, capazes de reduzir riscos como duplicidade de cessão, incerteza sobre titularidade e dificuldade de comprovação da existência do recebível. O impacto imediato não significa que toda empresa precisará mudar seus processos no mesmo dia. Porém, empresas que vendem a prazo, emitem duplicatas, antecipam recebíveis, usam FIDCs ou operam com bancos, factorings e securitizadoras devem acompanhar a adaptação do mercado. O novo ecossistema tende a afetar a forma como os recebíveis são registrados, consultados, cedidos, financiados e usados como garantia. Para pequenas e médias empresas, o tema merece atenção especial. O Banco Central afirmou que os efeitos são particularmente relevantes para esse grupo, que tradicionalmente enfrenta mais dificuldade de acesso ao crédito. Com recebíveis mais transparentes e verificáveis, a expectativa é reduzir o risco percebido pelos financiadores e melhorar as condições de análise de crédito. Segundo Cleiton Celini e Gledson Alves, sócios e contadores, o novo ecossistema deve ser acompanhado de perto pelas empresas porque mexe diretamente com crédito, fluxo de caixa e controles financeiros. A empresa que não tem boa organização de faturamento, contratos, notas fiscais, contas a receber e conciliação financeira pode ter dificuldade para aproveitar melhor esse ambiente digital. O ponto central não é apenas tecnológico, mas de governança dos recebíveis. Na rotina empresarial, o cuidado começa pela qualidade da informação. Para que a duplicata tenha valor como instrumento de financiamento, a operação que deu origem ao recebível precisa estar bem documentada: contrato, pedido, nota fiscal, entrega do produto ou serviço, aceite, vencimento e histórico de pagamento. Quanto mais claro for o lastro da operação, menor tende a ser a insegurança para bancos e financiadores. O novo ambiente também reforça a importância da integração entre as áreas financeira, comercial, fiscal e contábil. Uma venda registrada de forma incorreta, uma nota fiscal cancelada sem ajuste no contas a receber ou uma duplicata cedida mais de uma vez podem gerar inconsistências operacionais e riscos de crédito. Com a escrituração digital, esses pontos tendem a ficar mais visíveis. Empresas que utilizam antecipação de recebíveis devem conversar com bancos, fintechs, factorings, securitizadoras e fornecedores de sistema para entender quando e como o novo modelo será incorporado às operações. Perguntas frequentes O que é duplicata escritural? É a versão eletrônica da duplicata tradicional. Representa um valor a receber decorrente de venda mercantil ou prestação de serviço, registrada em ambiente digital padronizado. Toda empresa precisa aderir imediatamente? Não necessariamente. O impacto depende do uso de duplicatas, antecipação de recebíveis, operações de crédito, bancos, FIDCs, factorings ou outros mecanismos de financiamento. Como isso pode ajudar pequenas e médias empresas? Com recebíveis mais rastreáveis e verificáveis, a tendência é reduzir incertezas para financiadores e melhorar a análise de crédito, sobretudo para quem precisa de capital de giro. Qual é o maior risco para empresas desorganizadas? Ter inconsistências entre venda, nota fiscal, recebível, duplicata e baixa financeira. Em um ambiente digital mais rastreável, falhas de controle podem dificultar o crédito e gerar conflitos operacionais.

Férias de julho aquecem mercado pet e abrem oportunidades a serviços de pequenos negócios
As férias de julho movimentam um dos segmentos que mais crescem no mercado pet brasileiro. Com o aumento da procura por hospedagem, creches e serviços de pet sitter durante o período, os pequenos negócios se preparam para atender à demanda. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abempet) mostram que a abertura de pequenos negócios ligados ao mercado pet cresceu 22% entre 2023 e 2025, somando mais de 41,6 mil novos empreendimentos no país. Os microempreendedores individuais (MEIs) representam 91% das novas empresas do setor. Em São Paulo, por exemplo, o mercado cresce em média 17% ao ano, passando de 29 mil estabelecimentos em 2018 para cerca de 65 mil em 2025, sendo 97% deles pequenos negócios. Para Vanessa Lima, consultora e gestora estadual de projetos do Sebrae-SP, o avanço é impulsionado principalmente pelo segmento de serviços, reflexo da crescente humanização dos animais de estimação. "O grande motor desse crescimento está justamente na área de serviços. Hospedagem, day care, pet sitter e cuidados temporários acompanham a mudança de comportamento das famílias, que hoje buscam muito mais do que um local para deixar seus animais: procuram segurança, bem-estar e atendimento especializado." — Vanessa Lima, consultora do Sebrae-SP Segundo Vanessa, a procura por serviços de hospedagem e cuidados domiciliares aumenta, em média, 60% durante a alta temporada — que vai da segunda quinzena de dezembro até o Carnaval, além de julho e feriados nacionais. De acordo com a especialista, essa demanda maior faz o valor das diárias subir entre 30% e 40%, refletindo a escassez de vagas e a busca crescente por serviços especializados. Para atender esse movimento de forma competitiva, o Sebrae orienta os empreendedores a abrir a agenda com antecedência, reforçar a equipe, revisar protocolos de segurança e biossegurança, estruturar a gestão financeira e manter uma comunicação clara com os clientes. "O empreendedor que se prepara para a alta temporada consegue atender melhor, fidelizar clientes e transformar a sazonalidade em crescimento sustentável para o negócio", destaca. Profissionalização da gestão A empresária Ana Carolina Arisa, proprietária do Recanto da Tia Carol, na capital paulista, conhece bem essa realidade. Com a chegada das férias, a rotina da empresa passa por adaptações para conciliar cães hospedados e frequentadores da creche, reforçando protocolos de biossegurança, avaliações comportamentais e processos de adaptação dos novos hóspedes. "Não podemos hospedar um cão que ainda não esteja adaptado ao ambiente. Por isso iniciamos esse processo cerca de um mês antes das férias, garantindo segurança para os animais e tranquilidade para as famílias", explica. Ana Carolina destaca que a profissionalização da gestão foi fundamental para o crescimento da empresa. Participante do Programa Conexão Pet, realizado pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira de Creches Caninas (ABCC), ela aprimorou processos de gestão de pessoas, precificação e atendimento. "Passei a entender melhor meus custos, estruturar a contratação da equipe e organizar toda a jornada do cliente. Isso tornou o negócio mais sustentável e permitiu investir ainda mais na qualidade dos serviços", afirma. Quem também acompanhou de perto a evolução do mercado foi Renata Lira, proprietária da Dog Zone, em Santo André (SP). À frente da empresa desde 2022, ela afirma que a crescente humanização dos pets elevou o padrão de exigência dos tutores e impulsionou a procura por serviços especializados de hospedagem e cuidados temporários. A Dog Zone investe em protocolos de saúde, atendimento veterinário, monitoramento por câmeras e envio diário de fotos e vídeos às famílias. Ela atribui parte desse crescimento ao apoio do Sebrae: "Os cursos e consultorias trouxeram uma nova visão sobre gestão, planejamento e controle da empresa, além de ferramentas e parcerias que fazem diferença no dia a dia do negócio", ressalta.
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